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Moro ameaça pedir demissão se Bolsonaro trocar comando da PF

Moro ameaça pedir demissão se Bolsonaro trocar comando da PF

Publicada em 23/04/20 às 18:04h

por Diário do Nordeste


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Moro afirmou que se Bolsonaro insistir em trocar o comando da PF, irá pedir demissão do cargo  (Foto: Agência Brasil)
O ministro da Justiça, Sérgio Moro, avisou que deixará o governo se o presidente Jair Bolsonaro trocar o comando da Polícia Federal, atualmente ocupado por Maurício Valeixo. É a segunda vez que o presidente ameaça impor um novo nome na cúpula da corporação.

Valeixo foi escolhido por Moro para o cargo no início do ano passado. O delegado comandou a Diretoria de Combate do Crime Organizado (Dicor) da PF e foi Superintendente da corporação no Paraná, responsável pela Lava Jato, até ser convidado pelo ministro, ex-juiz da Operação, para assumir a diretoria-geral.


Embora a indicação para o comando da PF seja uma atribuição do presidente, tradicionalmente é o ministro da Justiça quem escolhe.

Interlocutores de Valeixo dizem que a tentativa de substituí-lo ocorre desde o início do ano, mas que não teria relação com o que aconteceu no ano passado, quando Bolsonaro tentou pela primeira vez trocá-lo por outro nome. Na ocasião, o presidente teve que recuar diante da repercussão negativa que a interferência no órgão de investigação poderia gerar.

Aliados de Moro afirmaram que o ministro não vai aceitar a troca de Valeixo nas condições que o presidente está colocando, de "cima para baixo". Os ministros Braga Netto, da Casa Civil e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, foram escalados para mediar a situação. 

Contudo, oficialmente, o Ministério da Justiça e Segurança Pública negou, às 15h14 desta quinta-feira (23), que o ministro Sergio Moro tenha pedido demissão ao presidente Jair Bolsonaro. A informação é do portal de notícias Uol. 

No ano passado, após Bolsonaro antecipar a saída do superintendente da corporação no Rio de Janeiro, ministro e presidente travaram uma queda de braço pelo comando da PF.

Em agosto, o presidente antecipou o anúncio da saída de Ricardo Saadi do cargo, justificando que seria uma mudança por "produtividade" e que haveria "problemas" na superintendência. A declaração surpreendeu a cúpula da PF que, horas depois, em nota contradisse o presidente ao afirmar que a substituição já estava planejada e não tinha "qualquer relação com desempenho".

Nos dias seguintes, Bolsonaro subiu o tom. Declarou que "quem manda é ele" e que, se quisesse, poderia trocar o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo.



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