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Com cinco atletas e carro empenhado, Crato estreia com W.O. na Série B

Publicada em 19/02/16 as 22:56h por Globo Esporte Ce


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Floresta e Crato aguardavam, em campo, o fim dos 30 minutos de tolerância  (Foto: Crisneive Silveira)
Com quantos jogadores se faz uma partida de futebol? Crato e Floresta se apresentaram para a estreia da Série B do Campeonato Cearense. Em campo, mas sem ver a bola correr em direção ao gol, sem faltas, ou apito do juiz, ou times perfilados. Apenas espera e a constatação de que, no calor da tarde desta sexta-feira (19), no Presidente Vargas, o primeiro jogo do estadual da Segundona não aconteceria. O Crato Esporte Clube, com pendências de documentação no Boletim Informativo Diário (BID), entrou com apenas cinco jogadores em campo. Melhor para o time do Floresta que, contrastando, veio completo e, por W.O., garantiu os primeiros três pontos na competição. 

De um lado, jogadores aquecendo. Do outro, apenas o vazio. A hora do jogo se aproximava e a 15 minutos da partida a comissão técnica do time do Cariri ainda não sabia se entraria ou não com todos os jogadores, mesmo que a maioria estivesse irregular, haja vista que foram regularizados no mesmo dia. O presidente do clube, Ernando Teles, explicou que a diretoria entregou toda a documentação e aguardava a regularização do restante do grupo em tempo da estreia. O dirigente afirmou ter empenhado o próprio carro para custear a viagem do time que atravessou o estado em mais de 500 km até Fortaleza. 

Do lado direito do campo, na saída do vestiário, cantos. Era o Floresta que ensaiava os primeiros gritos de uma vitória que viria sem suor. Na contramão, o técnico Roni Araújo, do Azulão da Serra, foi o primeiro a chegar. Em silêncio, aborrecido, parecia não acreditar no que acontecia. Logo atrás, os únicos cinco jogadores aptos a jogar. Dois atacantes, um meia, um lateral e um zagueiro vestindo a camisa do Azulão. De acordo com a regra, um time pode disputar partida com no mínimo sete atletas, todos devidamente regulares.

Equipes no gramado. Lucas, Vinícius, Davizinho, Bruno e Berg ficaram entre a tristeza de passar dez horas numa viagem de ônibus e não poder jogar, e a estranheza de estar ali. A tolerância seria de 30 minutos até que a arbitragem decretasse o fim do jogo que nem chegou a começar. Um protocolo difícil de cumprir para quem veio de longe, com vontade de correr pelo campo, de voltar para casa com alguma resposta na ponta do pé. Lá estavam eles. O tempo passando em conta-gotas entre o bate-bola e a aflição da comissão técnica do Crato que conversava apreensiva à beira do campo. Sem muito que fazer, os garotos seguiam comentando a situação, presos às quatro linhas. 

- Como é que pode? Eu vim do Rio de Janeiro pra isso? - disse um deles. 

No Floresta, já sabendo da situação, os atletas brincavam, mas queriam logo ir embora. Estavam mais ansiosos para deixar o campo do que o Crato, que não pode jogar. Meia hora depois, o quarteto de arbitragem, que não deixou o centro do gramado, chamou representantes dos dois grupos e encerrou a partida, decretando a vitória do time do técnico Mastrillo. A volta para casa será difícil, mas o grupo já pensa nos próximos desafios. 

Em chave única, o Crato volta a campo na segunda rodada, quando enfrenta o Ferroviário. O jogo será no Mirandão, na próxima quinta-feira (25), a partir das 20h20.



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