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Internacional

Polícia francesa identifica suspeitos de ataque a semanário

Publicada em 07/01/15 as 23:39h por O Globo


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Dois homens mascarados e armados invadiram a sede da revista satírica  (Foto: Philippe Dupeyrat / AFP)
Os três suspeitos de realizar o atentado ao semanário francês "Charlie Hebdo" foram identificados como dois irmãos e um terceiro homem. De acordo com a polícia francesa, os irmãos se chamam Said e Cherif Kouachi, são franceses e têm 34 e 32 anos.

O terceiro suspeito, identificado como Hamyd Mourad, seria um sem-teto de 18 anos, que recentemente se registrou na Academia de Reims em Charleville-Mezieres, afirma o jornal "Metro News".

O trio é suspeito de ter invadido a redação do semanário, matando 12 pessoas e ferindo uma dezena. Após o massacre, os suspeitos fugiram em um carro preto. O véiculo foi encontrado, mas, de acordo coma polícia, ele foi abandonado e os suspeitos, vestindos com roupas negras e usando máscaras, decidiram seguir em outro veículo.

— Perseguiremos esses criminosos pelo tempo que for necessário para que a justiça seja feita — afirmou o presidente François Hollande, que classificou o ato como "um atentado terrorista".

O ataques aconteceram após o semanário publicar matérias e charges consideradas anti-islâmicas. O "Charlie Hebdo" já havia sido criticado no passado por publicar charges ironizando o profeta Maomé.

Jornalistas condenam ataque

A Associação Mundial de Jornais (WAN, na sigla em inglês) e o Fórum Mundial de Editores condenaram fortemente o ataque contra o semanário "Charlie Hebdo", em Paris, que deixou 12 mortos e pelo menos cinco seriamente feridos nesta segunda-feira.

"Nós condenamos da forma mais forte possível esta absurda atrocidade e nos colocamos ao lado do Charlie Hebdo e de toda a comunidade jornalística na França na busca de justiça para as vítimas", disse em comunicado o CEO da WAN-IFRA, Vincent Peyrègne.

Segundo Peyrègne, trata-se de um ataque à liberdade de imprensa e à sociedade.

"Com 61 jornalistas mortos em 2014 e o ano novo começando sob condições tão terríveis, nós observamos que um ataque desta natureza atinge o coração das liberdades que a imprensa da França defende tão apaixonadamente. Não é apenas um ataque contra a imprensa, mas também contra a sociedade e os valores pelos quais todos lutamos. Isto deve ser um alerta para todos nós nos impormos contra o crescente clima de ódio que ameaça fraturar nossa compreensão de democracia".

O incidente foi oficialmente declarado ataque terrorista pelo presidente François Hollande, e o país teve seu nível de alerta terrorista elevado ao máximo, com policiais armados vigiando os prédios de veículos de comunicação e outros locais.

Em 2011, um atentado com bomba incendiária destruiu a então sede do semanário. O semanário continuou com sua posição de sátiras críticas, apesar de ameaças subsequentes.




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