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Amado Batista comemora 44 anos de estrada e fala de streaming: 'estamos nos adaptando ainda'

Publicada em 22/01/20 as 16:24h por Diário do Nordeste


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Nas quatro décadas de carreira, Amado passou a fazer parte da cultura brasileira ao criar sua própria fórmula musical  (Foto: Camila Lima)
Sucesso nas rádios e no coração dos fãs ao longo de quatro décadas, Amado Batista chega aos 68 anos de idade de olho nas radicais mudanças do mercado fonográfico. Dono de uma marca superior a 27 milhões de álbuns vendidos, o cantor passou por Fortaleza após duas apresentações pelo interior do Estado. Os shows por Canindé e Monsenhor Tabosa explicam o carisma do artista com o público. "O povo vai atrás do artista quando a música é boa", define o goiano em entrevista. 

Reconhecido nos cantos mais distantes do País, o novo lançamento de Amado repassa 44 anos de carreira. Com direção artística de Rick Bonadio, "Amado Batista – 44 Anos” reúne em CD e DVD uma série de canções clássicas. O material traz hits de todas as fases, incluindo o primeiro, “Desisto” (1977), lançado inicialmente em compacto. Outros sucessos estão no repertório. “O Fruto do Nosso Amor (Amor Perfeito)” ganhou versão com arranjo de cordas, piano e banda.

Crias como “Seresteiro das Noites”, “Chance”, “Mulher Carinhosa”, “Ex-Amor”, “Folha Seca”,  “Princesa”, “Amar Amar”, “Quem Foi o Ladrão” e “Não Quero Falar com Ela”. O disco reserva espaço para material inédito e abre com “Larga Tudo e Vem Correndo”, “Amor” e “Golpe Fatal”. Essa última traz a primeira parceria do veterano com o filho, Rick Batista. O jovem compositor ainda canta da "Da porta pra fora", outra cria própria.   

Um dos pontos alto do registro duplo é as participações especiais ao longo do concerto. A lista une artistas consagrados, nomes de peso no atual mercado e promessas. Amado divide a voz com Moacyr Franco ("Madrugada na Cidade"), Jorge (Meu ex-amor), Simone & Simaria ("Folha Seca") e Kell Smith ("Separação"). "Eles já cantam minhas música nos shows deles. Então, foi um processo natural", compartilha. 

Mercado

Amado Batista explica que o repertório do disco é um apanhado das músicas mais acessadas no mundo virtual. Uma forma de entender e medir o que o público anda ouvindo. Com mais de 500 músicas gravadas desde 1975, o cantor explica que algumas foram surpresa, caso de “Quem Foi o Ladrão”. Bem sucedido em uma época na qual as gravadoras detinham o controle, o desafio nos dias atuais é como conseguir produzir e ganhar o valor correto com os direitos autorais. 

"Sei de pessoas, inclusive, que gravam músicas gospel dizendo que sou eu cantando, colocam minha foto na capa e não sou eu. Tem gente dessonesta em toda área, infelizmente", descreve. Plataformas populares como Spotify e Deezer respeitam a discografia. Entretanto, ainda é preciso correr para se adequar da melhor forma aos novos tempos. O streaming ainda não contempla totalmente as necessidades dos músicos. 

"É uma nova modalidade de comercializar música, estamos nos adaptando ainda. Eu e os artistas da minha época estamos todos perdidos em relação a isso. Não estamos ganhando dinheiro ainda. Mas, sabemos que tem um monte de gente ganhando dinheiro com as nossas músicas, nos canais deles. Estamos entrando com processo, pedindo o YouTube para ressarcir tudo isso que eles pagaram para outras pessoas. Para que seja monetizado via nossos canais. É mais do que justo", avalia. 

Em média, Amado Batista realiza anualmente uma série de 120 a 130 shows. 90 já estão agendados para 2020. No final de janeiro, o destino é o Estados Unidos. Dia 31, o goiano realiza a quinta apresentação na Terra do Tio Sam. O som romântico do brasileiro desembarca em Danbury, no estado do Connecticut. Amado participa da entrevista ao lado do filho, Rick. O pai elogia a força criativa do estreante nos palcos. Na escola, como era ser filho de Amado Batista? "Rapaz, viviam me pedindo para cantar", se diverte. 

Futuro

Amado Batista afirma que nos momentos de descanso até chega a tocar algo no violão, piano ou gaita. Diferente de outros artistas da música nunca foi de ter estúdio em casa. "Não me interesso". Diferente de décadas anteriores, no qual mantinha o ritmo de gravar um novo disco a cada ano, o momento é de trabalhar singles. "Gravo de dois a três canções e trabalho elas. Roberto Carlos também produz assim, hoje", explica.  
  
O cara afirma que nos momentos de descanso até chega a tocar algo no violão, piano ou gaita. Diferente de outros artistas da música nunca foi de ter estúdio em casa. Perto de completar 70 anos de idade, o goiano prefere não pensar (no momento) em algum tipo de projeto especial. Se a música não tivesse cruzado a vida, Amado reflete que possivelmente seguria no ramo empresarial.

"Tinha uma loja de discos que funcionava numa rodoviária. Funcionou de 1970 a 1978, como em 1976 fiz sucesso eu tive que vender para me dedicar. Certamente teria que ter mudado de ramo, afinal, hoje, não temos mais lojas de discos", finaliza.



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