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Ceará

Zika: Secretaria da Saúde do Estado e USP desenvolvem estudo inédito

Publicada em 23/04/16 as 01:00h por Assessoria de Comunicação da Sesa


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Uma força tarefa de pesquisadores de São Paulo e do Ceará que realizavam estudos sobre a raiva em animais silvestres encontrou, pela primeira vez fora da África, macacos infectados pelo vírus zika. Quatro saguis (soins) e três macacos-prego capturados entre julho e novembro de 2015 nos municípios de Tabuleiro do Norte e Quixeré, na região de Saúde de Limoeiro do Norte, São Benedito e Guaraciaba do Norte, na região de Saúde de Tianguá apresentaram teste positivo para o vírus zika pela técnica PCR em tempo real, que detecta a presença do vírus no organismo do animal. Na pesquisa foram capturados, no total, 15 soins e nove macacos-prego, todos eles em áreas com notificação de zika e ocorrência de microcefalia. Os animais testados têm hábitos domésticos ou vivem próximos aos humanos.

"Este é o primeiro relato de infecção pelo vírus zika em primatas neotropicais e indica a possibilidade de que estas espécies possam atuar como reservatórios do vírus, semelhante ao observado no ciclo silvestre da febre amarela no Brasil", destaca a bióloga Silvana Regina Favoretto, coordenadora do projeto "Raiva em silvestres terrestres da Região Nordeste do Brasil: epidemiologia molecular e detecção da resposta imune", desenvolvido em parceria pelo Instituto Pasteur de São Paulo, Universidade de São Paulo (USP) e Secretaria da Saúde do Estado do Ceará, através do Núcleo de Controle de Vetores (Nuvet) e Coordenadorias Regionais de Saúde (CRES). A veterinária Naylê Holanda, do Nuvet, coordenadora do projeto no Ceará, ressalva que a pesquisa ainda não apresentou conclusões, mas é provável que os animais tenham sido infectados pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti a partir de humanos.

A preocupação, agora, é com a possibilidade real de que o vírus zika seja transmitido a humanos a partir dos animais silvestres, como ocorre com a febre amarela. Essa possibilidade pode apontar para um dos motivos de o zika ter se disseminado tão rapidamente pelas Américas. Em menos de dois anos, a doença já foi identificada em 35 países do continente, enquanto a dengue levou décadas para se espelhar na mesma amplitude. A dengue é incapaz de infectar macacos e, portanto, não tem o chamado reservatório em animais silvestres. Os soins e macacos-prego testados no Ceará para o vírus zika tiveram um microchip implantado e foram devolvidos ao habitat. Em maio os pesquisadores realizarão exames e mais animais e tentarão recapturar alguns dos animais já testados para que eles sejam estudados de forma mais aprofundada.

"Consideramos de extrema importância a continuidade dos estudos complementares que estão sendo conduzidos, a fim de que possam esclarecer o verdadeiro significado e a abrangência deste achados, assim como a sua importância para a epidemiologia da enfermidade emergente causada por este vírus", reforça a coordenadora Silvana Favoretto.




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