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Ceará

Na educação, combate ao Aedes não será afetado por cortes, diz ministro

Publicada em 19/02/16 as 16:44h por G1 CE


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Ministro da Educação participa, em Fortaleza, da Mobilização Nacional da Educação - Zika Zero  (Foto: Viviane Sobral/G1 CE)
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou, em Fortaleza, nesta sexta-feira (19), que cortes no orçamento federal não afetarão ações contra o Aedes aegypti promovidas pela pasta. "Em relação à educação, nós temos recursos e colocaremos tudo que a gente pode pra fazer essa campanha. E não é um problema de recursos, muito mais de atitude. O que nós gastamos hoje pra falar para 400 mil estudantes do Ceará, e está se reproduzindo no Brasil todo? É atitude, boa vontade, responsabilidade. Não é ficar esperando verba para fazer alguma coisa. Nós temos é que tomar atitude", disse o ministro.

A equipe econômica deve antecipar para esta sexta o anúncio do corte no orçamento de 2016, que, segundo interlocutores do governo federal, pode ficar próximo a R$ 25 bilhões - o menor dos últimos anos.

O ministro participou na manhã desta sexta do Dia Nacional de Mobilização da Educação contra o Zika, na escola estadual Leonel Brizola, no Bairro Passaré. A iniciativa promovida pelo Ministério da Educação é dirigida principalmente a 115 cidades consideradas prioritárias em um levantamento do Ministério da Saúde. A meta é atingir pelo menos 188.673 escolas de educação básica, 63 universidades federais e 40 institutos federais e Centros Federais de Educação Tecnológica.

Mercadante citou a erradicação da febre amarela a partir dos trabalhos do médico sanitarista Oswaldo Cruz. "Oswaldo Cruz, nos anos 1930, tinha como herança a crise de 1929, que foi a maior recessão e a maior crise internacional da história. Seguramente ele tinha muito menos recurso, informação, conhecimento e estrutura pra fazer o que ele fez. Fez porque mobilizou, teve atitude, consciência, cidadania, responsabilidade, e derrotou a febre amarela. Se ele fez nos anos 1930, nós temos obrigação de fazer no século 21. Nós faremos, com educação", disse.

Para o ministro, as campanhas articuladas contra a dengue nos últimos anos não surtiram o impacto necessário. "A gente não conseguia sensibilizar. Mas agora eu acho que é uma atitude diferente. Os meios de comunicação estão colaborando muito em divulgar as informações, a consciência, especialmente com a zika, mudou o patamar", avaliou.

Ação no Ceará

O secretário da Educação do Ceará, Maurício Holanda, também lançou nesta sexta na mesma escola o plano estadual de combate ao mosquito com programação especial para os alunos, que poderão interagir nas mídias sociais e contribuir para acabar com o vetor da dengue, zica e chikungunya. O evento contou com a participação do governador Camilo Santana e do comandante da 10ª Região Militar do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, além do secretário da Saúde do Estado, Henrique Javi.

A secretaria de Saúde também assinou em 4 de fevereiro o Pacto da Educação Brasileira Contra a Zika, com quatro eixos principais: combate mecânico aos focos, elaboração e divulgação de material didático, mobilização com gincanas estudantis e campanha de conscientização nas escolas.

Doenças transmitidas pelo Aedes

Só este ano, até o dia 23 de janeiro, foram notificados 73.872 casos de dengue no país. No mesmo período no ano passado, foram 49.857 casos, aumento de 48%. A situação é ainda mais preocupante quando se leva em conta que 2015 já foi recordista em casos de dengue: 1,6 milhão de casos no ano todo, maior número desde que começaram os registros, em 1990.

O vírus da zika, que passou a ter transmissão local no Brasil em abril de 2015, já existe em 22 unidades da federação. A preocupação maior, no caso desse vírus, é a associação provável com o aumento de casos de microcefalia no país. Segundo boletim divulgado nesta sexta, já existem 5.079 notificações de suspeita de microcefalia no país.

A Secretaria da Saúde do Ceará investiga 243 notificações de microcefalia no Estado e confirmou 24 casos da malformação do crânio de bebês entre 2015 e 2016, segundo boletim divulgado nesta quarta-feira (17).



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