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'É imoral impedir o povo de entrar na Casa do povo', diz cantor Lobão

Publicada em 03/12/14 as 14:30h por O Globo


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O número de manifestantes na entrada principal do Congresso aumentou para cerca de 90 pessoas após o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), proibir a entrada do público nas galerias para acompanhar a votação que pode mudar a meta fiscal do governo. Eles não podem entrar no prédio. O cantor Lobão também chegou ao local para fazer coro junto aos manifestantes. Acompanhado de Marcelo Reis, que administra a página no Facebook " Revoltados on-line", Lobão conseguiu entrar no Congresso. Ele disse que iria tentar negociar para que todos pudessem acompanhar a sessão.

- Eu entrei e quero garantir que os outros também entrem. Se não for possível vamos tentar uma liminar no Supremo - disse Lobão, completando:

- Eu quero que vocês me levem a um líder dessa joça. Esse é um golpe. Essa lei não vai passar.

Sem conseguir a liberação para entrada dos manifestantes, Lobão retornou para o lado de fora do Congresso.

- Não quero privilégio - disse o cantor.

A idosa Ruth Gomes de Sá, que foi agredida ontem com uma gravata por seguranças do Congresso, voltou hoje.

- Vou voltar todas as vezes que for necessário - disse a aposentada.

Segundo um segurança, Lobão pôde entrar no Congresso porque "é um artista, um cidadão de bem, e foi autorizado pelo presidente". O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), negociou a entrada do cantor e mais duas pessoas.

Um grupo de manifestantes reconheceu o carro do senador José Sarney (PMDB-AP) na porta da chapelaria. Eles xingaram e bateram no carro. Lobão estava em outro local e não participou da confusão.

De forma acidental houve disparo de spray de pimenta por um policial na manhã desta quarta-feira. Mais cedo, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) chegou ao local e foi aplaudido pelos manifestantes. O grupo tentou aproveitar a presença de Aécio para entrar junto com ele, mas foi impedido, e apenas o senador teve acesso ao prédio. A segurança foi reforçada na entrada do Congresso.

Depois da guerra instalada na sessão de ontem, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) proibiu a presença dos manifestantes nas galerias. Os parlamentares discutem dois vetos presidenciais que trancam a pauta para a votação do projeto que altera a meta fiscal de 2014.




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