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Missa em Tianguá marca os 410 anos de martírio do padre Francisco Pinto, primeiro missionário do Ceará

Publicada em 16/01/18 as 09:30h por Diário Zona Norte


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Padre Francisco Pinto aguarda por beatificação e posterior canonização.  (Foto: DR)
A Celebração que marcou o resgate histórico do Padre Francisco Pinto foi realizada no último dia 11 de Janeiro, data que faz lembrar os 410 Anos do Martírio do primeiro Missionário do Ceará, ocorrido na Serra da Ibiapaba em 1608. A Missa foi presidida pelo padre José Fonseca da Silva Filho, Pároco de Nossa Senhora dos Prazeres, no município de Caucaia, que classificou como "muito significativa para Igreja Católica, a lembrança do primeiro mártir e evangelizador do Ceará", ressalta.

Missa

A Catedral de Sant'Ana de Tianguá ficou lotada de fiéis para a tradicional missa de todas às quintas-feiras dedicadas ao Santíssimo Sacramento, ganhando outro elemento de fé e devoção que atraiu a atenção dos paroquianos de Tianguá, na Serra da Ibiapaba, e mais católicos de Ubajara e Ibiapina, cidades próximas à Matriz Diocesana. Outras pessoas da região estiveram presentes para saber mais sobre a história do missionário Jesuíta, também narrada em forma de linha do tempo, exposta aos visitantes no Memorial do Parque. De acordo com Adauto Leitão, historiador e entusiasta da Causa de Beatificação e posterior Canonização do Padre Francisco Pinto, "existe uma linha do tempo fixada em um banner para os turistas saberem do histórico da Ibiapaba, no qual consta uma retratação do Padre Francisco Pinto SJ do século XVII", informa, apoiado pelo guia do Parque, André Moura.

Tradição

Para Adauto Leitão, que proferiu uma palestra no altar da Catedral, e manifestou alegria pela lembrança da data. "essa missa pode favorecer o avanço do processo de beatificação e canonização do missionário, pois, 410 anos de martírio representa um marco histórico e, segundo a tradição canônica, o sangue derramado por martírio é testemunha de morrer pela fé. Com profunda emoção de participar do Ato, o sangue do Padre Pinto fecundou o solo da Ibiapaba, num longo trajeto, desde Messejana, antiga Aldeia Paupina, até a Serra Grande", lembra o historiador.

História

Nascido nos Açores, arquipélago autônomo de Portugal, o padre Francisco Pinto veio para o Brasil, quando criança, acompanhando a família que imigrou para o no país. Aos 17 anos de idade, deixou o Estado de Pernambuco, seguindo para a Bahia. Em 31 de outubro de 1568 ingressou na Companhia de Jesus. Devido a seu conhecimento das línguas indígenas foi indicado para a Missão do Maranhão. Em 2 de fevereiro do 1607, celebrou a primeira missa no território do atual Estado do Ceará, na foz do Rio Jaguaribe. Durante a viagem, Francisco Pinto esteve em um aldeamento denominado Paupina, que corresponde atualmente ao Centro de Messejana.

Martírio

Em missão, Francisco Pinto avançou até a Chapada da Ibiapaba, na região Norte cearense, chegando a habitar com os índios Tabajara. De acordo com sua historiografia, em 11 de janeiro de 1608, foi assassinado pelos índios Tocarijus, instigados pelos franceses que mantinham contatos na região da Serra por meio da Feitoria da Ibiapaba. O martírio, segundo a história, teria ocorrido, onde, atualmente, está localizado o Município de Carnaubal, sendo, o padre, enterrado no sopé da Serra.

Após sua morte e sepultamento, o missionário recebeu a alcunha de 'Amanaiara', que significa, em Tupi, o senhor da chuva, transformando-se para os indígenas que tiveram contato com ele, numa entidade espiritual. Os seus restos mortais viraram amuletos para o combate à seca, sendo estes trasladados até a Parangaba, pelos índios Potiguara.



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