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Marcelo Odebrecht confirma doação de R$ 150 mi à chapa Dilma-Temer

Publicada em 02/03/17 as 12:04h por Bom Dia Brasil


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 (Foto: Reprodução)
O empresário Marcelo Odebrecht disse no depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral que doou R$ 150 milhões por meio de caixa 2 para a campanha de Dilma Rousseff, em 2014. Ele não foi preciso sobre de quanto era propina.

O ex-presidente da construtora disse que parte da propina, R$ 50 milhões, foi uma contrapartida pela aprovação da MP do Refis, que beneficiou o grupo, e que o pagamento foi negociado diretamente com o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

Marcelo disse que parte da propina foi paga no exterior ao marqueteiro das campanhas de Dilma Rousseff, João Santana. E que a então presidente Dilma sabia desses pagamentos ao marqueteiro.

Marcelo confirmou ainda que tratou de doação para o PMDB em um jantar com o então vice-presidente Michel Temer, no Palácio do Jaburu. Mas que não discutiu valores com Temer. Disse que acredita que os valores foram definidos em um encontro do ex-diretor da empreiteira Claudio Mello com Eliseu Padilha - atual ministro licenciado da Casa Civil. Em delação, Claudio Mello já disse diz que o valor da doação foi de R$ 10 milhões. 

E a repórter Malu Mazza acompanhou o depoimento de Marcelo Odebrecht ao TSE, em Curitiba.

Marcelo Odebrecht falou por quatro horas, no processo que apura se houve irregularidades na campanha da ex-presidente Dilma e do presidente Michel Temer em 2014.

A ação foi proposta pelo PSDB, por suspeita de abuso do poder econômico e político.

O ex-presidente da Odebrecht está preso há um ano e meio em Curitiba.

No requerimento enviado ao STF, pedindo autorização para o depoimento de Marcelo Odebrecht, o ministro corregedor do TSE e relator do caso, Herman Benjamin, considerou "essencial a oitiva dos colaboradores que sugeriram a participação da empreiteira no financiamento da chapa Dilma-Temer em 2014."

O ministro corregedor foi a Curitiba especialmente para a audiência, junto com um juiz auxiliar.

Foi a primeira vez que Marcelo Odebrecht prestou um depoimento como delator da Lava Jato. O conteúdo será mantido em sigilo, até que o Supremo Tribunal Federal torne públicas as delações dele e de outros 76 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht.

Entre os pontos investigados nesse processo, estão as suspeitas de que os gastos de campanha foram mais altos do que o declarado, que parte das doações teria sido propina vinda de empreiteiras contratadas pela Petrobras e de que teria havido pagamento irregular a três gráficas contratadas pela campanha de Dilma e Temer.

Um laudo feito por peritos do TSE concluiu que as gráficas não comprovaram a execução dos serviços pagos pela campanha.

O advogado de Marcelo Odebrecht não comentou o depoimento, alegando sigilo.

Os advogados da ex-presidente Dilma não deram entrevistas.

O advogado do presidente Temer foi quem deu mais explicações sobre o depoimento de Marcelo Odebrecht.

"Ele trouxe, ele tinha uma planilha que ele tinha em mãos. Ele apresentou essa planilha em sigilo, mas é também uma planilha que já havia sido apresentada ao juízo, portanto não tem nenhuma novidade. O que ele falou e o que ele trouxe está na delação dele", disse o advogado de Temer, Gustavo Guedes.

Além de Marcelo Odebrecht, o TSE deve ouvir nos próximos dias mais quatro ex-executivos da empresa, que também fecharam acordos de delação na Lava Jato.



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