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Equipe econômica de Meirelles tem Ilan Goldfajn no Banco Central

Publicada em 17/05/16 as 21:45h por Jornal Nacional


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 (Foto: Reprodução)
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou nesta terça-feira (17) os nomes dos integrantes da nova equipe econômica.

O anúncio foi antes da abertura do mercado financeiro. O novo presidente do Banco Central será Ilan Goldfajn.

Ele e Meirelles trabalharam juntos no BC, quando Ilan foi diretor de políticas econômicas entre 2000 e 2003. Ilan Goldfajn é visto no mercado e no mundo acadêmico como um economista competente, capaz de manejar muito bem a política monetária e o câmbio.

Mansueto de Almeida Júnior será o secretário de Acompanhamento Econômico. É um economista respeitado por conhecer bem as contas públicas.

Carlos Hamilton será o secretário de Política Econômica. Foi diretor de Política Econômica do Banco Central. 

Marcelo Caetano vai ocupar a recém-criada Secretaria da Previdência, que vai substituir o Ministério da Previdência. Ele é um especialista em cálculos sobre riscos e expectativas, o que é importante para definir regras de aposentadoria.

Alexandre Tombini continua na presidência do Banco Central até Ilan ser   aprovado pelo Senado.

Tombini elogiou a escolha. Segundo Meirelles, após deixar o Banco Central, ele vai continuar no governo.

Foram mantidos nos cargos Jorge Rachid, secretário da Receita Federal; e Otávio Ladeira, secretário do Tesouro.

Henrique Meirelles repetiu quase que como um mantra o compromisso com o controle dos gastos e a eficiência do uso do dinheiro público. E o primeiro passo é fazer um diagnóstico das contas, conhecer o tamanho do rombo de 2016 para propor uma nova meta fiscal que terá que ser aprovada pelo Congresso.

O governo Dilma reconheceu que esse rombo seria de R$ 96 bilhões. Mas, no Congresso, já se fala em R$ 140 bilhões.

Meirelles disse que ainda não decidiu se haverá aumento de impostos.

"Nós vamos trabalhar com os fatos na medida em que acontecem. Nós não temos uma decisão sobre CPMF e muito menos sobre Cide. Tudo isso será objeto da análise".
Meirelles demonstrou grande preocupação com o desemprego.

"Com a economia em contração como está no momento, e se isso continuasse, o que obviamente não é o caso, o desemprego poderia chegar a 14% ao ano. Agora vamos tomar todas as medidas necessárias para exatamente evitar que o desemprego chegue a 14% ou, como já aconteceu em outros países, até mais do que isso". 

Para um controle mais eficiente da inflação, Meirelles disse que o governo vai enviar ao Congresso uma proposta para dar autonomia ao Banco Central na execução da política monetária, mas não garantiu a independência do Banco Central com a fixação de mandatos para os diretores.

O ministro da Fazenda voltou a defender a reforma da Previdência.

"O importante é que todos os trabalhadores tenham a garantia de que aquela aposentadoria será paga e cumprida, e que o Estado será solvente para cumprir as suas obrigações".

A Previdência deve chegar ao fim de 2016 com um rombo de R$ 133 bilhões. Para cobrir esse buraco, ou o governo pega dinheiro emprestado, ou aumenta impostos, ou retira dinheiro de outras áreas, como a saúde. De qualquer forma, a conta é sempre paga pelo contribuinte.

Segundo dados da Previdência, o trabalhador brasileiro se aposenta, em média, aos 58 anos. Em Portugal e nos Estados Unidos, a idade média de aposentadoria é 66 anos. Na França, que é um país generoso nos benefícios sociais, 61 anos e dois meses, mas as regras estão em fase de transição para chegar a 67 anos em 2022.

À tarde, o presidente em exercício, Michel Temer, recebeu a equipe econômica no Palácio do Planalto.



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