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Brasil

Moro determina transferência de R$ 157 mi de Barusco para a Petrobras

Publicada em 05/05/15 as 19:44h por Veja On Line


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Pedro Barusco durante a CPI da Petrobras  (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou nesta terça-feira a transferência de 157 milhões de reais que estavam em contas do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco no exterior para a Petrobras. Barusco fechou acordo de delação premiada com a Justiça e se comprometeu a devolver aos cofres públicos 97 milhões de dólares (cerca de 297 milhões de reais) mantidos em paraísos fiscais. Os valores mantidos pelo delator foram repatriados já foram repatriados em parte e, atualmente, a conta judicial em que o dinheiro foi depositado tem saldo de 204.845.582,11 reais. O MP solicitou à Justiça a transferência de cerca de 80% desse valor para uma conta da Petrobras.

Moro atendeu ao pedido da Procuradoria. "Já que há indícios de que o porcentual de propina era agregado no preço cobrado nas obras contratadas, o valor recuperado deve ser devolvido à vítima", escreve o juiz em seu despacho. "Razoável ainda a manutenção de parte dos valores ainda depositada em juízo a fim de verificar se há outros danos sofridos por terceiros a serem cobertos". O magistrado ainda sugere que a estatal utilize ao menos parte do dinheiro ao aprimoramento de sistemas de controle para prevenir novos desvios.

Barusco afirmou à Justiça, em acordo de delação premiada, que o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, recebeu de 150 milhões a 200 milhões de dólares em propina de 2003 a 2013, por meio de desvios e fraudes em contratos com a Petrobras. As revelações de Barusco, ex-braço-direito de Renato Duque, que comandava a Diretoria de Serviços por indicação do ex-ministro da Casa Civil e mensaleiro condenado José Dirceu, colocaram mais uma vez o caixa do PT no centro do escândalo do petrolão.

No depoimento, Barusco fez questão de destacar a relação de proximidade entre Duque e Vaccari, nas palavras dele "um contato muito forte". Segundo o ex-gerente, Duque e o tesoureiro petista costumavam se encontrar no Hotel Windsor, no Rio, e no Meliá, em São Paulo. Os encontros tinham finalidade clara: trocar informações sobre o andamento de contratos, projetos e licitações da Petrobras.



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